Eles podem. Você pode. Nós podemos! 🧩

Luanny Sophia B. Soares

Luanny Sophia desenha desde os 7 anos e encontrou na arte uma forma de expressar suas ideias, sentimentos e sua maneira única de enxergar o mundo.

Inspirada pelas experiências na escola e pelas pessoas ao seu redor, ela cria desenhos que refletem temas como respeito, empatia e acolhimento. Em cada criação, transmite uma mensagem sensível sobre a importância de valorizar cada pessoa por aquilo que ela é.

Com criatividade e carinho, Luanny transforma suas vivências em traços, cores e histórias que carregam significado e despertam reflexões.

Florianópolis - SC

Anna Sofia S. de Pinho

Anna mora em Florianópolis e foi diagnosticada com autismo ainda na infância, entre os 2 e 3 anos de idade, após apresentar atraso na fala. Desde pequena, o desenho se tornou uma parte importante da sua forma de se expressar.

Aos 6 anos, Anna já demonstrava interesse pela arte, mas foi por volta dos 14 que passou a desenhar com mais frequência. Nesse período, após enfrentar situações difíceis na escola, encontrou no desenho uma forma de acolhimento, expressão e fortalecimento.

Foi assim que nasceu Dragona, sua personagem principal. Dragona é a própria Anna representada como um dragão: divertida, alegre, autista e cheia de personalidade. Através dela, Anna cria charges e quadrinhos que falam sobre autismo, vivências, desafios e formas únicas de enxergar o mundo.

Hoje, Anna segue desenvolvendo sua arte em traço cartoon, estilo pelo qual é apaixonada. Também já realizou palestras, exposições de seus desenhos e participa de grupos atípicos em Santa Catarina.

Para Anna, desenhar é mais do que criar personagens: é uma forma de contar sua história, se comunicar e mostrar ao mundo a força da sua criatividade.




Brusque - SC

Guilherme Lepeck

Guilherme Lepeck nasceu em Brusque, SC, cidade onde vive desde sempre. Também gosta de passar momentos em Angelina, cidade próxima onde costuma relaxar na casa de sítio da família.

Gui é uma pessoa com deficiência, tem síndrome de Down e, ao longo da vida, sempre contou com o apoio da família, dos amigos e de diferentes projetos para estar incluído na sociedade. Estudou no ensino regular desde a pré-escola e concluiu o ensino médio, construindo uma trajetória marcada por oportunidades, convivência e desenvolvimento.

Com uma rotina ativa, hoje está inserido no mercado de trabalho, faz aulas de gaita e natação, além de gostar muito de leitura, música e futebol.

A criação artística não era um dos seus principais hobbies — Gui sempre teve uma conexão maior com a leitura, desde os gibis na infância até os jornais atualmente, e com a música. Mesmo assim, ficou muito empolgado em participar da PUOI, especialmente pelo propósito do projeto.

Para ele, ter sua arte transformada em estampa representou a chance de valorizar sua forma de enxergar o mundo e trouxe ainda mais orgulho para sua trajetória.





9 anos, Brookfield - Connecticut

Manu D'Alcantara

Manu é apaixonada por arte e pelo universo animal. Seus desenhos começaram a ser compartilhados quando ela tinha apenas 6 anos, como forma de registrar sua evolução e incentivar um talento que sempre fez parte da sua rotina. Ela desenha praticamente o tempo todo, tanto no papel quanto em aplicativos de desenho digital, além de criar suas próprias animações. Grande parte dessa produção nunca chega às redes sociais, já que ela está sempre criando, apagando, recomeçando e dando vida a novas ideias.

Uma característica marcante do seu trabalho é que a Manu desenha exclusivamente animais. Independentemente do tema proposto, ela transforma tudo em animais — até pessoas e brinquedos ganham essa forma em sua imaginação. Outro aspecto especial é que seus desenhos são sempre únicos: quando pedem para repetir uma criação, ela prefere inventar uma completamente nova.

Autista, a Manu encontra na arte sua principal forma de expressão. É por meio dos seus desenhos que compartilha seus interesses, sua imaginação e a forma singular como enxerga o mundo. Ao divulgar seu trabalho, sua família busca não apenas valorizar seu talento, mas também mostrar o potencial criativo de crianças autistas e incentivar um olhar mais acolhedor sobre o autismo, a inclusão e a criatividade infantil. Fazer parte da PUOI representa, para a família, o reconhecimento de uma jornada construída com muito amor, respeito e incentivo.

17 anos, Pocinhos - PB

Any

​Hello, me chamo Any, tenho 17 anos.
Sou autista e o desenho é o meu maior interesse restrito.
Minha jornada na ilustração começou a ganhar força em 2023, de forma totalmente autodidata: eu olhava, me inspirava e desenhava. No futuro, quero muito estudar os fundamentos da arte.

Para mim, desenhar vai além da profissão que quero seguir, além disso é meu lazer, o meu refúgio e o que me acalma e me ajuda a me regular nos momentos difíceis. É algo que quero levar comigo para o resto da vida.

22 anos - Espírito Santo, Brasil

Amanda Arnoni

Busco fazer transparecer a Palavra de Deus pelos desenhos. Desejo compartilhar a sensação passada com outras pessoas.

Comecei a desenhar para espairecer a cabeça e, nisso, encontrei divertimento.

Para mim é uma forma de passar mensagens à outras pessoas.

22 anos, Balneário Camboriú - SC

Thor Cugnier Guenther

Fala, rapeizi, beleza?
Eu sou o Thor. Deixa eu contar um pouco da minha história.

Aos 2 anos e 4 meses, recebi o diagnóstico de autismo. De lá pra cá, foram anos de muitas intervenções terapêuticas — e quando eu digo muitas, são muitas mesmo: fonoaudiólogas, psicóloga, terapeuta ocupacional, neuropediatra, equoterapia e, claro, suporte educacional, familiar e social.

Existem muitas expectativas, superações e desafios nesse universo.

Sou autor e ilustrador de 6 livros, faço animações no melhor estilo Thorllywoodiano, com meus próprios roteiros, personagens, vozes e edição. Também sou palestrante e trabalho como guia em um parque, falando sobre dinossauros.

Parece o bastante, né? Mas não. Autistas crescem e permanecem autistas na vida adulta. Continuamos precisando de espaços, oportunidades, independência financeira, vida social, acolhimento e respeito. Por isso, faço parte desse movimento criado pela PUOI, que reconhece a minha história e abre os braços para mim.



24 anos, São Paulo - SP

Ana Beatriz Barbosa dos Santos

Olá, eu sou a Ana Beatriz Barbosa Santos, mas pode me chamar de Bia. Eu comecei a desenhar desde muito nova, sempre foi a minha forma favorita de me expressar, eu e a minha irmã gostamos das mesmas coisas, lemos os mesmos gibis e com isso ela também me inspira a desenhar.

Aos 22 anos recebi o diagnóstico de TEA e TDAH e descobri como os desenhos me ajudam a me regular e a me expressar quando estou em crise.

Além disso, eu aprendi muitas coisas com os quadrinhos e com a arte em geral, então eu sabia que queria proporcionar isso para as crianças, por isso eu me formei em pedagogia, então estou rodeada de novas histórias e novidades no mundo da arte.

A arte representa para mim o meu lar, minha forma favorita de me expressar, representa a minha tranquilidade, me ajuda nos meus dias mais difíceis.

27 anos, São Paulo - SP

Letícia Ingrid Barbosa Santos Antonangeli


Oi, meu nome é Leticia Ingrid, tenho 27 anos, sou autista com diagnóstico tardio e tenho TDAH, Síndrome de Tourette e moro em São Paulo/SP. Eu comecei a desenhar desde muito nova, eu sempre gostei de desenhar, admiro artistas como Mauricio de Sousa e desde então eu sabia que era isso que queria seguir na minha vida, eu estudei design gráfico, sou formada em publicidade e constantemente estou antenada no mundo das artes. A arte representa para mim a minha liberdade de expressão, representa paz e tranquilidade, é como se fosse um escape dos dias mais difíceis.

E a frase que quero destacar é: A arte que fazemos nos transforma.

10 anos, Brusque - SC

Pedro Henrique Gomes

Pedro Henrique tem 10 anos, nasceu e vive em Brusque, Santa Catarina. É um menino autista, nível 3 de suporte e não verbal. Embora não utilize palavras para se comunicar, encontrou nas cores, nos traços e na pintura uma maneira única e genuína de expressar tudo aquilo que sente.

Aos cinco anos, Pedro enfrentou a perda de sua mãe, uma experiência que marcou profundamente sua história. Com o passar do tempo, foi no ambiente escolar, através do olhar atento, da sensibilidade e do incentivo de sua professora Fernanda — por quem nutre um carinho muito especial — que o desenho e a pintura passaram a fazer parte de sua rotina. O que começou como uma atividade de estímulo revelou um talento espontâneo, capaz de transformar emoções em arte.

Cada obra de Pedro carrega autenticidade. Seus desenhos não seguem regras ou padrões: são livres, intensos e cheios de personalidade. Em cada pincelada existe uma forma singular de enxergar o mundo, lembrando que a comunicação vai muito além das palavras.
Pedro nos ensina que a arte não precisa de voz para emocionar. Ela apenas precisa de verdade. E é exatamente isso que transborda em cada criação sua: sensibilidade, coragem e a beleza de um olhar único sobre o mundo.

Insituições Parceiras

Vestindo impacto e pertencimento🐻


A APAE de Guabiruba atua para promover a inclusão, o desenvolvimento e a qualidade de vida das pessoas com deficiência intelectual e múltipla, garantindo seus direitos, autonomia e participação ativa na sociedade. A instituição oferece atendimento e suporte nas áreas de saúde, educação, reabilitação e inclusão social, além de trabalhar na conscientização da comunidade e na defesa de políticas públicas que assegurem igualdade de oportunidades, respeito e uma sociedade mais justa, acessível e livre de preconceitos.

Moda inclusiva com propósito 🧸

A cada peça vendida, 10% do valor vai para o artista criador da estampa ou para uma institução parceira, como a APAE e a AMA.